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Páginas de tag e arquivo no WordPress: quais indexar e quais esconder

O WordPress cria páginas que ninguém escreveu: uma para cada tag, cada autor, cada mês e, em algumas instalações, cada imagem enviada. Na maioria dos sites de empresa elas são páginas rasas, quase iguais entre si, que disputam espaço com o seu conteúdo de verdade. Veja como a gente decide o que fica no Google, o que recebe noindex e como arrumar as tags.

Páginas de tag e arquivo no WordPress: quais indexar e quais esconder

Quando a gente audita um site WordPress, um dos primeiros números que olhamos é quantas páginas o Google indexou, comparado com quantas páginas o cliente acha que tem. Num exemplo típico: o cliente tem umas 60 páginas e posts, e o Search Console mostra mais de 500 URLs indexadas. A maior parte da diferença são páginas de tag, de autor e de data que o WordPress criou sozinho.

Ninguém escreveu essas páginas. Cada uma é só uma lista de posts com um título em cima. Algumas são úteis. A maioria é cópia rasa uma da outra, e elas disputam rastreamento e atenção com as páginas que realmente importam para o seu negócio.

As páginas de arquivo que o WordPress cria por você

Por padrão, o WordPress pode gerar vários tipos de arquivo. Arquivos de categoria listam os posts de cada categoria. Arquivos de tag fazem o mesmo para cada tag, e as tags se multiplicam rápido, porque criar uma nova é questão de digitar uma palavra. Arquivos de autor listam os posts de cada usuário, o que num blog com um autor só é uma cópia da página do blog. Arquivos de data listam posts por ano, mês e dia. E, em algumas instalações, as páginas de anexo dão a cada imagem enviada uma URL própria, praticamente vazia.

Num portal de notícias com milhares de posts, alguns desses arquivos fazem sentido. Num site de empresa com um blog de 40 artigos, quase nunca.

Uma regra simples: indexe só o que você teria orgulho de mostrar

Nosso teste é fácil de aplicar. Você ficaria tranquilo se alguém chegasse por essa página vindo do Google, como primeira visita ao seu site? Uma página de categoria "Manutenção de WooCommerce", com uma introdução curta, um título claro e dez posts relevantes, passa no teste. Uma página de tag "dicas" com um post só, ou o arquivo de março de 2022, não passa.

Na prática, na maioria dos sites de empresa a gente chega nisto: categorias indexadas, mas só se tiverem uma introdução escrita e um número razoável de posts; tags com noindex, ou indexadas só as poucas que funcionam como um tema de verdade; arquivos de autor com noindex ou desativados em sites com um autor só; arquivos de data desativados; e páginas de anexo redirecionadas para o arquivo ou para o post de origem.

Como configurar

Não precisa de código. Yoast SEO, Rank Math e SEOPress têm opções para marcar cada tipo de arquivo como noindex e para desligar os arquivos de autor e de data. Desde o WordPress 6.4, sites novos já redirecionam as páginas de anexo por padrão, mas sites mais antigos muitas vezes ainda têm isso ativo, e os plugins de SEO também têm uma opção para resolver.

Dois detalhes fazem diferença. Primeiro: use noindex, e não o robots.txt, para tirar páginas do índice. Se o robots.txt bloqueia a página, o Google não consegue ler a tag noindex nela. Segundo: confira se os arquivos que você escondeu também saíram do sitemap XML. Os principais plugins de SEO fazem isso sozinhos quando você muda a configuração, mas vale abrir o sitemap depois e conferir.

Arrume as tags também

Esconder as páginas de tag resolve o sintoma. A causa costuma ser uma lista de tags que cresceu sem nenhum plano: "SEO", "dicas seo", "SEO-dicas" e "otimização para buscadores" como quatro tags separadas, cada uma com um ou dois posts. A gente exporta a lista, junta as duplicadas, apaga as que foram usadas uma vez só e combina com quem escreve os posts uma lista curta de tags permitidas.

Se uma página de tag já recebe tráfego de verdade, por exemplo por links ou por impressões no Search Console, a gente não apaga sem mais nem menos. Ou mantém e escreve uma introdução para ela, ou faz um redirecionamento 301 para a categoria ou o artigo mais próximo.

O que esperar depois

O número de páginas indexadas no Search Console cai nas semanas seguintes, e é exatamente isso que se quer. No exemplo acima, o site sairia de mais de 500 para algo perto de 90 URLs indexadas, e as páginas de serviço e os artigos passariam a ser rastreados com mais frequência. Sem escrever nenhum conteúdo novo.

Na DVG Soluções, a gente configura essas regras de arquivo em todo site WordPress novo antes de ir ao ar, para que as páginas rasas nunca cheguem a ser indexadas. Em sites que já existem, é uma das correções de SEO técnico mais rápidas que fazemos.

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